Denunciados pelo MPES por chacina na Ilha da Pólvora serão julgados na segunda (14), em Vitória

Os quatro réus denunciados pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) pela prática de crimes bárbaros na chamada “Chacina da Ilha”, ocorrida em setembro de 2020, serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima segunda-feira (14/04), previsto para começar às 9 horas, no Fórum Criminal de Vitória.

O Ministério Público, por meio da 14ª Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, denunciou os réus pelos crimes de homicídio qualificado (quatro vezes), tentativa de homicídio qualificado (duas vezes), corrupção de menores e associação para o tráfico de drogas. Todos os réus encontram-se presos preventivamente, a pedido do MPES.

Na denúncia, o MPES requereu ainda a fixação de indenização mínima por danos materiais e morais às famílias das vítimas, além da condenação dos denunciados pelos crimes praticados.

Foram denunciados Felipe Domingos Lopes, conhecido como “Cara de Boi” ou “Boizão”; Victor Bertholini Fernandes, o “Vitinho”; Werick Sant’Ana dos Santos da Silva, chamado de “Mamão”; e Adriano Emanoel de Oliveira Tavares, apelidado de “Balinha” ou “Bamba”.

Os crimes ocorreram no dia 28 de setembro de 2020, durante o estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia de Covid-19. Os crimes ocorreram na Ilha Doutor Américo, conhecida como Ilha da Pólvora, no bairro Santo Antônio, em Vitória

“Chacina”

O crime, que ficou conhecido como “Chacina da Ilha”, causou grande comoção e é considerado um dos mais brutais já registrados na Grande Vitória. A motivação apontada pela investigação foi a rivalidade entre facções ligadas ao tráfico de drogas. Segundo o MPES, os autores integravam uma associação criminosa e cometeram os homicídios como forma de intimidação e demonstração de poderio bélico.

Conforme a denúncia oferecida pelo MPES, os réus, com a ajuda de um adolescente, executaram quatro vítimas e tentaram matar outras duas, utilizando armas de fogo, sob o pretexto de que as vítimas pertenciam a uma facção criminosa rival. As vítimas foram subjugadas por mais de 30 minutos, sofreram ameaças, foram filmadas, interrogadas e tiveram seus celulares invadidos, antes de serem atingidas pelos disparos.

Três pessoas morreram no local e uma quarta faleceu após ser socorrida. Outras duas conseguiram sobreviver após fugirem e receberem atendimento médico.