Ministério Público obtém condenação de réu a 26 anos de prisão por homicídio de jovem em Vitória

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, obteve a condenação de Glaydson Alvarenga Soares, conhecido como “Pajé”, a 26 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Felypy Antônio Chaves, ocorrido em 2022 no bairro Itararé, em Vitória. O réu, que já estava preso preventivamente, cumprirá a pena em regime inicialmente fechado.

O Tribunal do Júri foi realizado nesta quarta-feira (16/07), no Fórum Criminal de Vitória. O Ministério Público sustentou as provas da denúncia, que foram essenciais para que o júri condenasse o réu pelo crime de homicídio qualificado, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que resultou em uma pena de 24 anos de prisão, além do crime de posse ilegal de arma de fogo, com pena de 2 anos de prisão e 10 dias-multa, à razão de 1/30 do salário mínimo na época dos fatos.

O caso contou com uma perícia, de última geração, realizada por setor especializado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em apoio ao MPES.

Outro réu denunciado pelo mesmo crime já foi condenado em maio: Walace Luiz dos Santos Souza recebeu a pena de 27 anos de prisão — sendo 24 anos pelo homicídio qualificado de Felypy Antônio Chaves e 3 anos por porte ilegal de arma de fogo.

O caso tem ainda outros três réus, policiais militares, que aguardam julgamento de recurso junto ao Poder Judiciário.

Entenda o caso

O crime aconteceu no dia 21 de fevereiro de 2022, no bairro Itararé, em Vitória. Felypy Antônio Chaves, conhecido como “Cambalaxo”, foi morto por pelo menos 15 disparos de arma de fogo ao lado da arquibancada do campo de futebol do bairro.

Na noite do crime, um carro com quatro ocupantes e uma moto com dois ocupantes chegaram a uma rua próxima à Unidade de Saúde de Itararé. A moto era pilotada por Walace Luiz dos Santos Souza, com Glaydson Alvarenga Soares na garupa. No carro, estavam o cabo Ronniery Vieira Peruggia, a quem pertencia o veículo, e os cabos José Moreno Valle da Silva e Welquerson Cunha de Moraes e um quarto indivíduo não identificado. O carro estava com a placa alterada.

Nas imagens de videomonitoramento obtidas pela investigação é possível ver os quatros indivíduos saindo do carro e seguindo para o local do homicídio. A câmera de videomonitoramento registrou os disparos de arma de fogo e seis pessoas evadindo o local logo em seguida. A investigação também constatou que o cabo José Moreno Valle da Silva esteva vestindo um colete balístico da polícia militar debaixo da camisa na ida ao local do crime.

Denúncia

O Ministério Público denunciou, ao todo, cinco pessoas pelos seguintes crimes:

– Glaydson Alvarenga Soares, por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou defesa da vítima;

– Cabo Ronniery Vieira Peruggia, por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e fraude processual;

– José Moreno Valle da Silva, por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima;

– Welquerson Cunha de Moraes, por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, e por adulteração de sinal identificador de veículo automotor;

Walace Luiz dos Santos Souza, denunciado por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima — já condenado.

Em decorrência da retirada da denúncia de crime de organização criminosa, uma sexta pessoa foi excluída da denúncia.

Com exceção de Welquerson Cunha de Moraes, que responde em liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os demais permanecem presos preventivamente.