Ministério Público obtém a condenação de líder e membros de facção a 280 anos de prisão em Vitória
27/08/2025
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, obteve a condenação de Geovani de Andrade Bento, Felipe dos Santos Dantas e Felipe de Souza Oliveira a penas que somam mais de 280 anos de prisão por dois homicídios e três tentativas de homicídio ocorridos em 2020. Os réus, que já estavam presos preventivamente, cumprirão as sentenças em regime inicialmente fechado.
Geovani de Andrade Bento, conhecido como “Vaninho”, foi condenado a 107 anos e 6 meses de prisão. Felipe de Souza Oliveira recebeu pena de 92 anos e 6 meses, enquanto a condenação de Felipe dos Santos Dantas totalizou 80 anos e 6 meses de reclusão. Todos foram condenados por cinco crimes, cada um deles com duas qualificadoras: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O Ministério Público requereu a absolvição de Thaian Silva de Almeida, uma vez que as provas constantes nos autos não foram suficientes para demonstrar participação dele no fato criminoso.
O Tribunal do Júri foi realizado no Fórum Criminal de Vitória, na terça e na quarta-feira (26 e 27/08). No total, foram quase 20 horas de julgamento.
O MPES, representado por três Promotores de Justiça Criminais de Vitória, sustentou as provas apresentadas na denúncia, que foram essenciais para a condenação dos réus.
Entenda o caso
Os crimes ocorreram em 4 de outubro de 2020, no Centro de Vitória. Conforme a denúncia do MPES, a mando de Geovani de Andrade Bento e com o apoio do também denunciado Lucas Depolo Muniz, os réus Felipe dos Santos Dantas e Felipe de Souza Oliveira assassinaram, com disparos de arma de fogo, Adriano Pereira do Amaral e Kelvin Filgueiras da Silva.
Na mesma ação criminosa, tentaram matar Maicon Reis, André Luiz dos Santos e Victor de Jesus da Silva.
Geovani e os réus Felipe dos Santos Dantas e Felipe de Souza Oliveira eram associados à facção Primeiro Comando de Vitória (PCV). Geovani é apontado como uma das principais lideranças do grupo, enquanto os demais atuavam no comércio ilícito de entorpecentes e integravam o braço armado da organização, responsável por executar rivais.
Já o denunciado Lucas Depolo, advogado, é acusado de atuar como um dos braços jurídicos da facção. Ele recorreu da decisão de pronúncia e será julgado em outra oportunidade.
As vítimas Kelvin, Maicon, André Luiz e Victor eram moradores do Morro do Moscoso e integravam grupo ligado ao tráfico de drogas que resistia à expansão da facção PCV.