Dia do Consumidor: MPES alerta para fraudes bancárias e orienta como evitar golpes

No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6.937.832 tentativas de fraude, segundo levantamento do Serasa Experian. Quase 4 em cada 10 brasileiros já sofreram algum tipo de golpe, aponta pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2024, estudos da BioCatch indicaram que mais da metade dos brasileiros foram vítimas de fraudes digitais, incluindo golpes envolvendo o PIX.

No Dia do Consumidor, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) ressalta a importância da prevenção a fraudes e golpes bancários, especialmente no ambiente digital. Por meio da informação, a instituição busca orientar os consumidores sobre seus direitos e sobre formas de se proteger nesse contexto.

Como identificar

A principal diferença entre fraude e golpe está no método utilizado. Golpes são práticas ilícitas que visam obter vantagem financeira por meio de mecanismos como uso indevido de cartão de crédito, transações bancárias ou empréstimos. Já a fraude envolve a utilização de informações falsas ou enganosas para confundir a vítima e obter benefício financeiro.

As fraudes podem ocorrer de diversas formas e se diversificam cada vez mais. Criminosos podem se passar por funcionários de instituições financeiras, empresas ou até familiares. Também é comum o envio de mensagens ou ligações telefônicas fraudulentas, além de casos de roubo de identidade.

Proteção contra crimes

Para se proteger, é importante que o consumidor esteja atento a qualquer transação ou contato que fuja do padrão habitual. Senhas e dados bancários nunca devem ser informados por telefone ou mensagens.

Outra medida recomendada é ativar a verificação em duas etapas nos aplicativos bancários, recurso que aumenta a segurança no acesso às contas.

Para conscientizar os consumidores sobre o tema, o MPES, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos do Consumidor (CADC) e do Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR), em parceria com a Comissão de Direito Bancário da OAB-ES e com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), lançou a cartilha orientativa Fraudes Bancárias, que reúne informações, orientações e direitos relacionados ao assunto.

O que fazer em caso de fraude ou golpe

Quando o golpe ocorre em razão de falhas de segurança da instituição financeira, o banco pode ser responsabilizado e obrigado a restituir o valor perdido pelo cliente.

Por outro lado, quando a fraude ocorre em razão de negligência do próprio usuário, a instituição financeira pode não ser responsabilizada.

No Dia do Consumidor, o MPES reforça sua atuação em defesa dos direitos dos consumidores e destaca que denúncias podem ser encaminhadas à instituição pelos seguintes canais:

Os registros devem ser realizados com o maior número possível de informações e detalhes, para auxiliar na apuração e no esclarecimento dos fatos.

Golpes bancários mais comuns: 

Confira alguns dos golpes mais frequentes e saiba como se proteger:

  • Golpe do falso funcionário do banco

Criminosos entram em contato por telefone ou mensagem se passando por funcionários da instituição financeira e pedem senhas, códigos ou transferências.

Atenção: bancos não solicitam senhas ou códigos de segurança.

  • Golpe do link falso

A vítima recebe mensagens com links que levam a páginas falsas de bancos ou lojas. Ao inserir dados pessoais, as informações são capturadas pelos criminosos.

Dica: evite clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais.

  • Golpe do cartão bloqueado

O consumidor recebe uma ligação informando que seu cartão foi bloqueado por suspeita de fraude e é orientado a entregar o cartão a um suposto mensageiro.

Importante: bancos não recolhem cartões na casa do cliente.

  • Golpe do PIX

O criminoso utiliza engenharia social, perfis falsos ou invasão de contas para induzir a vítima a realizar transferências via PIX.

Cuidados: confirme sempre a identidade da pessoa antes de realizar transferências.

  • Golpe da falsa central de atendimento

Criminosos simulam números de telefone de bancos e convencem a vítima a realizar operações para “cancelar fraudes”.

Proteção: se receber uma ligação suspeita, desligue e procure o banco pelos canais oficiais.