Grupo realiza primeira coleta de água do mar em Vitória para análises
21/03/2026
O grupo de trabalho realizou, neste sábado (21/03), a primeira coleta de água do mar, em Vitória, como parte das ações para apurar a origem da mancha escura identificada nas proximidades da Ilha do Frade. O grupo faz parte de uma iniciativa promovida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitoria, e em parceria com o Ministério Público Federal.
A ação integra o procedimento acompanhado pela Promotoria de Justiça, que apura a origem dessa mancha, no contexto do monitoramento da implementação do Plano Municipal de Saneamento Básico.
A coleta foi realizada em sete pontos de amostragem e integra o cronograma técnico definido pelo grupo, que prevê cinco semanas consecutivas de monitoramento da balneabilidade e das condições ambientais da região. As ações seguem orientação técnica e padronização estabelecidas por instituições especializadas, incluindo o Conselho Regional de Biologia da 10ª Região (CRBio-10), o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA) do MPES, a Associação Brasileira de Oceanografia no Espírito Santo, e outros órgãos.
A iniciativa faz parte das atividades conduzidas de forma integrada por diversas instituições, com o objetivo de compreender as causas do fenômeno e subsidiar a adoção de medidas efetivas para solução do problema. O grupo de trabalho foi criado justamente para investigar a origem da mancha escura e analisar o funcionamento do sistema de drenagem pluvial urbana de Vitória, reunindo órgãos públicos, entidades técnicas e representantes da sociedade civil.
Com autonomia para conduzir estudos e deliberar sobre encaminhamentos técnicos, o grupo atua na avaliação de medidas de curto, médio e longo prazo, além da eventual identificação de responsáveis, caso sejam constatadas irregularidades, com a ação das devidas medidas cabíveis.
Além do monitoramento da água, estão sendo discutidas soluções estruturais para evitar o lançamento de águas pluviais em áreas utilizadas pelos banhistas, especialmente nas regiões da Guarderia e da Ilha das Caieiras. A expectativa é que, ao final do período de coletas e análises, os dados permitam um diagnóstico mais preciso sobre a balneabilidade e a qualidade ambiental marinha.








